sábado, 28 de abril de 2012

Música de Mozart ajuda a curar doenças graves, dizem pesquisadores


da Ansa, em Londres


Especialistas do Instituto de Neurologia de Londres afirmam que a música de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) pode funcionar melhor que remédios tradicionais no tratamento de diversos males, até mesmo de doenças complexas como a epilepsia.
Segundo artigo publicado nesta quarta-feira (19) no jornal inglês "Independent", os pesquisadores suspeitaram das qualidades terapêuticas da obra do compositor austríaco quando trataram um paciente de 46 anos que sofria de graves ataques epilépticos e não havia reagido bem a sete tipos de terapias (à base de remédios avançados), e nem mesmo a uma intervenção cirúrgica no cérebro.

Após uma acentuada e inexplicável melhora, os médicos descobriram que o paciente havia começado a escutar a música de Mozart durante cerca de 45 minutos por dia e que seu bem-estar vinha deste novo hábito.
A Universidade de Illinois (Estados Unidos) também relatou, após o caso do paciente inglês, uma situação parecida envolvendo uma criança portadora da síndrome de Lennox-Gastaut (variante rara da epilepsia).

Inteligência
Seguindo os indícios, os médicos descobriram que "doses" de Mozart aumentariam a capacidade matemática e visual, reduziriam o estresse e dores de artrite, além de produzir efeitos positivos no coração e em fetos, no caso de gravidez (estimulando o cérebro do bebê).
Em testes com ratos e carpas, verificou-se melhora no senso de orientação e humor (especialmente com as notas de "Eine Kleine Nachtmusik").




A causa dos efeitos ainda não é tão clara, mas muitos especialistas afirmam que a zona do cérebro que recebe e processa a música é a mesma da percepção espacial, por exemplo. Os estímulos provocados pela complexa e refinada música de Mozart, sobretudo a sonata K448, teriam, portanto, um impacto benéfico na massa cinzenta, organizando e estimulando células nervosas precárias, em um processo comparável a impulsos elétricas.

Em testes com voluntários humanos, verificou-se que, ao escutar a sonata K448 para dois pianos, o quociente de inteligência do grupo cresceu entre oito e nove pontos. Sobre a exclusividade da música de Mozart, e não de outros compositores, os médicos arriscam que as composições do austríaco trazem uma peculiar técnica de construção musical, baseada em temas circulares com intervalos fixos e variações moduladas do motivo principal.

CÉLULAS TUMORAIS EXPOSTAS À "QUINTA SINFONIA", DE BEETHOVEN, PERDERAM TAMANHO OU MORRERAM

Mesmo quem não costuma escutar música clássica já ouviu, numerosas vezes, o primeiro movimento da "Quinta Sinfonia" de Ludwig van Beethoven. O "pam-pam-pam-pam" que abre uma das mais famosas composições da História,

Descobriu-se agora, seria capaz de matar células tumorais - em testes de laboratório. Uma pesquisa do Programa de Oncobiologia da UFRJ expôs uma cultura de células MCF-7, ligadas ao câncer de mama, à meia hora da obra. Um em cada cinco delas morreu, numa experiência que abre um nova frente contra a doença, por meio de timbres e frequências.

A estratégia, que parece estranha à primeira vista, busca encontrar formas mais eficientes e menos tóxicas de combater o câncer: em vez de radioterapia, um dia seria possível pensar no uso de frequências sonoras. O estudo inovou ao usar a musicoterapia fora do tratamento de distúrbios emocionais.

- Esta terapia costuma ser adotada em doenças ligadas a problemas psicológicos, situações que envolvam um componente emocional. Mostramos que, além disso, a música produz um efeito direto sobre as células do nosso organismo - ressalta Márcia Capella, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, coordenadora do estudo.




Como as MCF-7 duplicam-se a cada 30 horas, Márcia esperou dois dias entre a sessão musical e o teste dos seus efeitos. Neste prazo, 20% da amostragem morreu. Entre as células sobreviventes, muitas perderam tamanho e granulosidade.

O resultado da pesquisa é enigmático até mesmo para Márcia. A composição "Atmosphères", do húngaro György Ligeti, provocou efeitos semelhantes àqueles registrados com Beethoven. Mas a "Sonata para 2 pianos em ré maior", de Wolfgang Amadeus Mozart, uma das mais populares em musicoterapia, não teve efeito.

- Foi estranho, porque esta sonata provoca algo conhecido como o "efeito Mozart", um aumento temporário do raciocínio espaço-temporal - pondera a pesquisadora. - Mas ficamos felizes com o resultado. Acreditávamos que as sinfonias provocariam apenas alterações metabólicas, não a morte de células cancerígenas.

"Atmosphères", diferentemente da "Quinta Sinfonia", é uma composição contemporânea, caracterizada pela ausência de uma linha melódica. Por que, então, duas músicas tão diferentes provocaram o mesmo efeito?

Aliada a uma equipe que inclui um professor da Escola de Música Villa-Lobos, Márcia, agora, procura esta resposta dividindo as músicas em partes. Pode ser que o efeito tenha vindo não do conjunto da obra, mas especificamente de um ritmo, um timbre ou intensidade.

Em abril, exposição a samba e funk

Quando conseguir identificar o que matou as células, o passo seguinte será a construção de uma sequência sonora especial para o tratamento de tumores. O caminho até esta melodia passará por outros gêneros musicais. A partir do mês que vem, os pesquisadores testarão o efeito do samba e do funk sobre as células tumorais.

- Ainda não sabemos que música e qual compositor vamos usar. A quantidade de combinações sonoras que podemos estudar é imensa - diz a pesquisadora.

Outra via de pesquisa é investigar se as sinfonias provocaram outro tipo de efeito no organismo. Por enquanto, apenas células renais e tumorais foram expostas à música. Só no segundo grupo foi registrada alguma alteração.

A pesquisa também possibilitou uma conclusão alheia às culturas de células. Como ficou provado que o efeito das músicas extrapola o componente emocional, é possível que haja uma diferença entre ouví-la com som ambiente ou fone de ouvido.

- Os resultados parciais sugerem que, com o fone de ouvido, estamos nos beneficiando dos efeitos emocionais e desprezando as consequências diretas, como estas observadas com o experimento - revela Márcia.

Fonte: O Globo - Renato Grandelle

sexta-feira, 27 de abril de 2012

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Wayne Dyer: A mudança | The Shift


Wayne Dyer: A mudança | The Shift

Como podemos saber qual é a nossa missão, como mudar e criar a nossa vida, como ir além da ilusão e e do ego e alcançarmos a nossa essência e sentir a verdadeira paz e felicidade. Excelentes mensagens espirituais e muito inspiradoras do filme "The Shift", de Wayne Dyer. 













Filme completo com legendas em espanhol:
http://youtu.be/_1tdi0gtdRw

domingo, 8 de abril de 2012

OS CATORZE PRECEITOS DA ORDEM DA INTEREXISTÊNCIA




Thich Nhat Hanh
 
Chamamos-lhes os 14 preceitos da Ordem da Interexistência:

1. Não idolatre nem esteja amarrado a qualquer doutrina, teoria ou ideologia. Todos os sistemas de pensamento são meios de orientação e não a verdade absoluta.
 
2. Não pense que o conhecimento que agora detém é a verdade imutável e absoluta. Evite a tacanhez de espírito e ficar preso aos pontos de vista atuais. Aprenda e pratique o desapego relativamente a pontos de vista, de modo a estar disponível p/ aceitar o ponto de vista dos outros. A verdade encontra-se na vida e não no mero conhecimento conceptual. Esteja pronto a aprender durante a sua vida inteira e a observar a sua realidade e a do mundo em todas as circunstâncias.
 
3. Não force os outros, inclusive as crianças, seja de que forma for, a adotar os seus pontos de vista, seja através do exercício da autoridade, da ameaça, do dinheiro, da propaganda ou da educação. Ajude-os, porém, a renunciar ao fanatismo e à tacanhez de espírito através do diálogo compassivo.
 
4. Não evite entrar em contato com o sofrimento nem feche os olhos a ele. Não perca a consciência da existência de sofrimento na vida mundial. Arranje formas de ser solidário com aqueles que estão a sofrer, recorrendo a todo o tipo de meios, inclusive o contato pessoal e as visitas, imagens e sons. Através destes meios, acorde e desperte os outros p/ a realidade do sofrimento existente no mundo.
 
5. Não acumule riquezas enquanto milhões de pessoas passam fome. Não tome como objetivos da sua vida a fama, a riqueza ou os prazeres mundanos. Viva de uma forma simples e partilhe tempo, energia e recursos materiais com aqueles que precisam.
 
6. Não alimente a raiva ou o ódio. Aprenda a penetrar neles e a transformá-los enquanto ainda não passam de sementes na sua consciência. Assim que a raiva ou o ódio surgirem, foque a sua atenção na sua respiração de forma a ver e a compreender a natureza da sua raiva ou do seu ódio e a natureza das pessoas que originaram a sua raiva ou o seu ódio.
 
7. Não se disperse e não se desconcentre daquilo que o rodeia. Pratique a respiração conscienciosa de forma a virar-se p/ aquilo que está a acontecer no momento presente. Sintonize-se com tudo o que seja maravilhoso, refrescante e benéfico, tanto dentro de si como à sua volta. Cultive em si as sementes da alegria, da paz e da compreensão, de modo a facilitar o trabalho de transformação a fazer nas profundezas da sua consciência.
 
 
8. Não profira palavras que possam gerar discórdias e fazer com que a comunidade se divida. Reúna todos os esforços no sentido da reconciliação e da resolução de todos os conflitos, por menores que sejam.
 
9. Não diga mentiras por razões pessoais ou para impressionar as pessoas. Não profira palavras que causem divisões e ódio. Não espalhe notícias de que não tem a certeza. Não critique ou condene algo sobre o qual não está seguro. Diga sempre a verdade e de forma construtiva. Tenha a coragem de denunciar situações de injustiça, ainda que aquilo que vai dizer possa ameaçar a sua própria segurança.
 
10. Não se sirva da comunidade religiosa para obter ganhos ou lucros pessoais, nem transforme a comunidade num partido político. No entanto, uma comunidade religiosa deve ter uma posição inequívoca contra a opressão e a injustiça e deve lutar p/ mudar a situação sem se envolver em conflitos partidários.
 
11. Não alimente uma vocação que é prejudicial à humanidade e à Natureza. Não invista em empresas que privam os outros da sua oportunidade de viver. Escolha uma vocação que o ajude a concretizar o seu ideal de compaixão.
 
12. Não mate. Não deixe que os outros matem. Descubra todos os meios possíveis de proteger a vida e de evitar a guerra.
 
13. Nada possua que deva pertencer aos outros. Respeite a propriedade alheia, mas impeça que os outros enriqueçam à custa do sofrimento humano ou do sofrimento de outros seres.
 
14. Não maltrate o seu corpo. Aprenda a tratá-lo com respeito. Não veja o seu corpo apenas como um instrumento. Preserve as energias vitais p/ a concretização do Caminho. A expressão sexual não deve ocorrer sem que haja amor e compromisso. Nas relações sexuais, tenha noção do sofrimento futuro que pode ser gerado. A fim de preservar a felicidade dos outros, respeite os direitos e os compromissos alheios. Tenha a perfeita consciência da responsabilidade de trazer novas vidas ao mundo.