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domingo, 22 de março de 2015

Curando Com A Luz





 O corpo humano é, em essência, um corpo de luz, que foi criado primeiro pela intenção divina de Deus, que criou a alma. A intenção divina da alma de entrar no mundo da forma física criou a passagem através da qual a luz de Deus poderia manifestar o milagre da concepção e do nascimento.

 Toda a vida é um milagre, e cada alma preciosa que vocês encontram é a prova viva do grande amor de Deus, que criou os universos manifestados e não manifestados. Todas as possibilidades e probabilidades existem como Um dentro da mente divina de Deus. Dentro do reino infinito das possibilidades, a luz de Deus existe e participa ativamente em toda a vida.


 A luz de Deus pode ser ativada como uma força de cura dentro do corpo humano, sempre que vocês estiverem doentes ou feridos. A luz de Deus pode trazer a cura, o conforto e até mesmo pode transformar completamente até uma situação aparentemente sem esperanças. A luz pode expandir e abrir possibilidades, e pode apoiar todas as outras modalidades de cura que vocês estiverem usando.

 Para ativar a presença da luz de Deus dentro do seu corpo, é útil criar um espaço sagrado em seu lar que possa ser usado para meditação, oração e cura. Criem um espaço que expresse a sua ligação mais íntima do coração com o divino. Mantenham-no simples, limpo e coloquem-no em uma área que possa ser devotada às atividades sagradas.


 Passem alguns momentos a cada dia, ou várias vezes por dia, orando em silêncio, meditando ou sentados silenciosamente em seu altar. Com o tempo o seu altar desenvolverá uma vibração de luz, e vocês começarão a sentir isto quando estiverem em seu altar. A luz os ajudará a relaxar, e em seu processo de cura.

 Quando o seu corpo estiver fatigado, doente ou ferido, vocês podem rejuvenescer ou regenerar o seu corpo, sentando-se ou se deitando em frente do seu altar e inspirando a luz de Deus. Coloquem a sua mão sobre o seu coração e orem pela cura, e então imaginem a luz de Deus descendo dos céus e infundindo o seu corpo através do topo de sua cabeça. Enquanto vocês respiram, permitam que a luz de Deus circule através do seu corpo.

 Vocês notarão determinadas partes do seu corpo que parecerão mais tensas, ou que estarão mantendo mais dor. Imaginem a luz infundindo profundamente estas áreas, trazendo satisfação, conforto e paz. As células do seu corpo sabem como se curar, e a luz de Deus ativará estes recursos internos de cura.

 Quando vocês fizerem isto regularmente, começarão a notar mudanças em seu corpo e em sua saúde. A infusão da luz de Deus começará um processo de autocura em seu corpo. Algumas vezes, se o seu corpo estiver fora do alinhamento por muito tempo, o processo de cura leva mais tempo porque o corpo precisa de se reequilibrar em todos os níveis.

 O seu corpo não está separado de sua mente ou de suas emoções. Na verdade, poderia ser dito que a sua mente é o seu corpo inteiro! Quando a luz de Deus começar este processo de cura em vocês, perceberão que velhas memórias e emoções ressurgirão. Permitam que estas passem através de sua consciência. Vejam-nas, sintam-nas e então as liberem.

 Em algum momento vocês podem achar útil se unir a outros em um processo de cura. Se tiverem muitos desafios acontecendo ao mesmo tempo em seu corpo, será útil trabalhar com um especialista das artes de cura que poderá agir como um facilitador, ajudando a fortalecer a luz e a apoiar o seu corpo através do processo de cura.

 Em tempos passados, a cura era considerada como algo separado da vida diária. Agora, enquanto a consciência espiritual na Terra evolui e se transforma, se torna mais claro a nós que toda a vida é um processo de cura. Quando os nossos corpos estiverem precisando de cura, a luz de Deus poderá proporcionar estabilidade, ancorando em nossa realidade como uma alma, e uma sensação de paz, de conforto e de rejuvenescimento. A luz de Deus pode nos apoiar e reforçar todas as outras modalidades e tratamentos de cura, e ela está disponível livremente a todos os seres, porque Deus nos ama e está sempre presente e disponível para apoiar as nossas vidas.

Mashubi Rochell

Direitos Autorais 2005 – 2010 World Blessings

Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br

http://www.sunnet.com.br/home/Noticias/Curando-o-corpo-com-Luz-Mash...

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

SUPER YOGA PARA O CÉREBRO


Este método foi desenhado e estudado por seu autor MESTRE CHOA KOK SUI, que se baseou nos conhecimentos milenares da Aurículo Terapia, nos Chakras e em posturas do Yoga. Seu trabalho foi criado para crianças com déficit de atenção ou hiperativos, para autistas e para outras enfermidades, como o Alzheimer, mas os resultados foram surpreendentes em outras pessoas. Rejuvenesce, nos sentimos mais bonitos, jovens e nos leva a atingir o peso ideal ao estimular todos os hormônios.

Faça o exercício, é uma técnica muito simples com apenas três passos:
 1. Leve a mão esquerda ao lóbulo da orelha contrária, apoiando o braço sobre o peito e segurando o lóbulo com os dedos polegar e índice, cuidando para que o polegar fique na frente do lóbulo.  E leve a mão direita ao lóbulo esquerdo apoiando o braço sobre o outro braço e segurando o lóbulo com os dedos polegar e índice, cuidando para que o polegar fique na frente do lóbulo. Não use brincos nesta hora.
2. A língua deverá ser colocada no palato, como se fosse pronunciar a sílaba LA.
3. Em pé, com os pés afastados entre si na largura do ossos do seu quadril, comece a sentar-se como se quisesse colocar os glúteos no solo. Chegue o mais próximo possível. Durante este movimento vá inspirando, imaginando que respira pelos pés e a energia sobe, passando pelos chakras inferiores até os superiores. Pare um segundo e volte a ficar em pé expirando. Durante todo o movimento esteja consciente da pressão dos dedos nos lóbulos das orelhas, a pressão da língua no palato dianteiro e a respiração como foi descrita.

Comece com 7 repetições e, semanalmente, vá aumentando até chegar a 21 repetições. E faça o exercício sempre antes das 11hs da manhã.

Este exercício reduz em até 30% o processo do envelhecimento!
Assista o vídeo abaixo para ver as pessoas fazendo esse exercício.





sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

As Enfermidades e os Alimentos da Alma


As doze enfermidades originais são:

Elemento fogo,
A seriedade
A culpabilidade
O controle

Elemento ar,
O apego
O julgar
O pensar

Elemento terra,
Resistência à mudança
Solidão
Materialismo

Elemento água,
A depressão
Pena de si mesmo/Importância personal
Inconsciência


Os alimentos da alma incluem o seguinte:

Respiração consciente
Meditação
Oração
Criatividade consciente
Humor e riso
Movimento corporal consciente
Espaços claros e limpos
Consciência de metáforas
Usar e se expor à intuição 
Atos de poder, propositais
Usar e beber água pura, vaporizada
Som, música e canto
Viajar pelo mundo
Atender ao que a vida lhe apresenta
Aceitar desafios, correr riscos, sobretudo arriscar o ego
Dar conscientemente, ser generoso
Escolher, comprometer-se, decidir-se
Atrever-se, arriscar-se

 Extrato do livro A Medicina da Alma, Eric Rolf - Tradução de Claudia Giovani/2014



sexta-feira, 17 de maio de 2013

Bashar - Última ferramenta com respeito à saúde


Bashar compartilhou esta meditação em 11-02-2012.  Essa seria a última ferramenta que nos dava com respeito à saúde.   Ele disse que esta parte específica da música (os primeiros 3 minutos da 7ª Sinfonia de Beethoven, 2º movimento) nos ajudaria a melhorar a saúde e a soltar o arrependimento, a tristeza, a mágoa e a dor. 


Permita que a tensão, o estresse e o desconforto do seu dia sejam banhados por esses acordes curadores, guiando-o para o despertar e a transformação da sua saúde em todos os níveis.



sexta-feira, 12 de abril de 2013

O CORPO É UM ESPELHO DAS NOSSAS CRENÇAS




Por Louise L. Hay

Embora muitas pessoas me vejam como alguém com o poder de curar os outros, eu não curo ninguém.

Meu trabalho é ajudar as pessoas a compreenderem como seus pensamentos criam, constantemente, suas próprias experiências de vida - todas elas, tanto as boas quanto as que chamamos de más experiências.

Você já se viu indo para o trabalho remoendo ressentimentos em relação a um colega ou alimentando sua insegurança por causa de uma tarefa que lhe foi solicitada?

É um exemplo simples, mas que ajuda a entender o que afirmo. Se, em vez de pensar negativamente, você procurasse pensar nas razões que poderiam ter levado o companheiro de escritório à atitude agressiva, e imaginasse formas afetuosas de resolver o conflito, seu encontro com ele poderia gerar uma aproximação feliz para ambos.

Se, em vez de inventariar suas próprias falhas, você tomasse consciência de sua capacidade e repetisse para si que poderia realizar a tarefa solicitada com sucesso - pedindo ajuda se precisasse, provavelmente você a desempenharia com outro ânimo e competência.

Nossos pensamentos podem, da mesma forma, estar contribuindo para o bem-estar ou para o mal-estar de nossos corpos.

Não queremos ficar doentes e, no entanto, precisamos de cada doença que contraímos.

É a maneira que nossos corpos encontram para nos dizerem que estamos com uma ideia errada, com uma percepção falsa, e que precisamos mudar nossa forma de pensar.

Tenho uma amiga que precisou passar por uma pneumonia grave para concluir que era indispensável mudar seu ritmo de vida e fazer uma terapia que a ajudasse a rever seus relacionamentos.

Há pessoas que usam a doença como forma de não assumir compromissos, mantendo-se permanentemente numa situação fragilizada.

Cada doença é uma lição que precisamos aprender.

Por favor, não fique só reclamando: "quero me livrar desta doença."

Isso não vai trazer a cura que você deseja e você não vai aprender a lição de que necessita.

Não se coloque também numa atitude defensiva, como se a doença fosse uma espécie de acusação. Não se trata de condenar nem de sentir nenhuma culpa.

Tanto na doença quanto em qualquer situação de vida, o importante é observar o que está acontecendo conosco para entender o que precisa ser libertado e transformado.

Então eu lhe digo: é hora de se curar, de tornar sua vida e seu corpo íntegros, que significa que você deseja investir na sua saúde.

Eu sei que você tem, dentro de si, tudo de que precisa para conseguir isso.

Quando você começar a compreender o processo que leva à saúde ou à doença, será capaz de assumir o controle consciente das mudanças que deseja fazer.

É um processo muito emocionante que vai se tornar uma das aventuras mais felizes da sua vida.

Acredito que existe um centro de sabedoria dentro de cada um de nós e que, quando estamos prontos para fazer mudanças positivas, atraímos o que é necessário para nos ajudar.

Pode ter certeza de que alguma coisa dentro de você se transformou e o processo de cura já começou.

Pare um instante a leitura e diga em voz alta: Eu já comecei o meu processo de cura.

O corpo é um espelho das nossas crenças e dos nossos pensamentos mais íntimos.

O corpo está sempre conversando conosco. É preciso aprender a escutar o que ele tem a dizer.

Cada célula reage a cada pensamento seu, a cada palavra que você pronuncia.

Por isso, se prolongamos durante muito tempo determinadas formas de pensar e de falar, elas irão produzir comportamentos e posturas corporais, assim como um maior ou menor bem-estar.

Suas palavras e pensamentos contribuem para sua saúde ou sua doença.

Uma pessoa que está sempre com o rosto fechado provavelmente não tem muitos pensamentos alegres e amorosos. Os rostos e corpos dos mais velhos mostram claramente como foi sua vida e seus comportamentos.

Pare um pouco e pense: que aparência eu vou ter quando entrar na terceira idade?

Como acredito que todos nós nascemos com o direito de ser completamente saudáveis e satisfeitos em todas as áreas de nossas vidas, quero ajudar você a conquistar esse direito agora.

Algumas das coisas que vou sugerir talvez pareçam simples demais, mas fique sabendo que estas idéias foram testadas muitas vezes com enorme sucesso.

Elas funcionam de verdade.

Antes de continuar a ler este texto, repare no seu corpo.

Coloque-se numa posição confortável, respire fundo e procure relaxar.

Abra-se para acolher todas as idéias, aceitando apenas as que se aplicam ou fazem sentido para você.

Acredito que toda doença é uma criação própria.

É claro que não dizemos quero ter tal doença, mas criamos um Ambiente mental que faz com que a doença apareça e se desenvolva.

Volto a repetir: nossos diálogos interiores provocam reações em cada célula do corpo.

Ouvi um médico dizer recentemente: "Se um cirurgião operar um paciente sem fazer coisa alguma para ajudar a descobrir e curar a causa da doença, ele estará apenas adiando o problema, pois o paciente criará um outro mal-estar."

Não basta tratar o sintoma. Precisamos eliminar a causa da doença.

E para isso precisamos penetrar no lugar, dentro de nós mesmos, onde o processo teve início.

Somos profundamente responsáveis por quase todas as experiências por que passamos em nossas vidas.

Tanto as melhores quanto as piores.

Porque, como já disse, somos nós que criamos nossas experiências através dos pensamentos que temos e das palavras que pronunciamos.

O universo apóia completamente nosso diálogo interior.

Nosso subconsciente aceita como verdade aquilo em que escolhemos acreditar.

Isto significa que o que acredito ser verdade a meu próprio respeito e a respeito da vida se tornará verdade para mim.

Essa é uma escolha que você faz.

É claro que os pensamentos vêm à cabeça sem nosso controle, mas, ao reconhecê-los, você pode alimentá-los ou procurar desapegar-se deles, tentando olhar a realidade de outra perspectiva.

Temos também o impulso de pronunciar certas palavras, mas somos capazes de silenciá-las ou substituí-las por outras mais amorosas, impregnadas de compreensão e tolerância.

O que pensamos e sentimos a respeito de nós mesmos e de nossa vida formou-se desde criança, pelas reações e comportamentos dos adultos que nos rodeavam.

Assim, se você viveu com pessoas assustadas ou com pessoas extremamente infelizes, aprendeu uma porção de coisas negativas a seu próprio respeito e a respeito da vida.

E é possível que ainda acredite nelas.

Não estou dizendo isso para que culpemos nossos pais. Eles provavelmente foram vítimas de seus próprios pais e não podiam nos ensinar o que não sabiam.

Se sua mãe não gostava dela mesma e se seu pai não sabia ser carinhoso e atento, eles não teriam condições de ensinar você a se amar e a se tratar com carinho e atenção.

Por mais bem intencionados que fossem.

Acredito que escolhemos nossos pais. Cada um de nós decide encarnar neste planeta em épocas e locais específicos. Fazemos assim porque estamos neste mundo para aprender as lições que nos farão avançar em nosso caminho espiritual.

Para isso, escolhemos nosso sexo, nossa cor, nosso país e as pessoas que nos farão ter as experiências de que precisamos para evoluir.

Muitas vezes, quando crescemos, acusamos nossos pais e nos queixamos: "foi você quem fez isto comigo, a culpa é sua".

Mas, na verdade, nós os escolhemos, porque era com eles que podíamos viver aquilo que queríamos aprender a superar.

Passamos a vida criando experiências que combinem com as crenças adquiridas na infância.

Olhe para trás e observe quantas vezes você passou pelo mesmo tipo de relacionamento e pela mesma qualidade de problema.

É bem possível que você tenha criado essas experiências repetidamente porque elas refletem o que você pensa a seu respeito.

Mas não adianta ficar remoendo os problemas do passado, porque é o momento presente que importa.

O que aconteceu no passado, até este momento, foi criado por você, com seus próprios pensamentos e antigas crenças, sem que você se desse conta.

Mas o que você escolhe pensar, acreditar e dizer hoje, neste exato lugar, neste exato momento, está criando o seu futuro.

Seu diálogo interior de agora está criando o seu amanhã, a semana que vem, o próximo mês e o ano que vem.

Então, preste atenção no que você está pensando neste instante. Você quer que este pensamento crie o seu futuro?

Ele é negativo ou é positivo? Observe, preste atenção.

Não existe certo ou errado no que pensamos, e volto a dizer que não quero nunca explorar o sentimento de culpa. Pelo contrário, quero eliminá-lo, porque ele paralisa e não faz crescer.

Estou querendo apenas que você entre em contato com o que está pensando, porque, em geral nós tomamos muito pouca consciência do que se passa em nossas mentes e em nossos corpos.

Só prestamos atenção quando ficamos doentes ou quando sentimos dor.

E, se não sabemos o que está se passando dentro de nós, como poderemos mudar?

Louise Hay

Fonte: http://louisehay.wwwhubs.com/

sábado, 28 de abril de 2012

Música de Mozart ajuda a curar doenças graves, dizem pesquisadores


da Ansa, em Londres


Especialistas do Instituto de Neurologia de Londres afirmam que a música de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) pode funcionar melhor que remédios tradicionais no tratamento de diversos males, até mesmo de doenças complexas como a epilepsia.
Segundo artigo publicado nesta quarta-feira (19) no jornal inglês "Independent", os pesquisadores suspeitaram das qualidades terapêuticas da obra do compositor austríaco quando trataram um paciente de 46 anos que sofria de graves ataques epilépticos e não havia reagido bem a sete tipos de terapias (à base de remédios avançados), e nem mesmo a uma intervenção cirúrgica no cérebro.

Após uma acentuada e inexplicável melhora, os médicos descobriram que o paciente havia começado a escutar a música de Mozart durante cerca de 45 minutos por dia e que seu bem-estar vinha deste novo hábito.
A Universidade de Illinois (Estados Unidos) também relatou, após o caso do paciente inglês, uma situação parecida envolvendo uma criança portadora da síndrome de Lennox-Gastaut (variante rara da epilepsia).

Inteligência
Seguindo os indícios, os médicos descobriram que "doses" de Mozart aumentariam a capacidade matemática e visual, reduziriam o estresse e dores de artrite, além de produzir efeitos positivos no coração e em fetos, no caso de gravidez (estimulando o cérebro do bebê).
Em testes com ratos e carpas, verificou-se melhora no senso de orientação e humor (especialmente com as notas de "Eine Kleine Nachtmusik").




A causa dos efeitos ainda não é tão clara, mas muitos especialistas afirmam que a zona do cérebro que recebe e processa a música é a mesma da percepção espacial, por exemplo. Os estímulos provocados pela complexa e refinada música de Mozart, sobretudo a sonata K448, teriam, portanto, um impacto benéfico na massa cinzenta, organizando e estimulando células nervosas precárias, em um processo comparável a impulsos elétricas.

Em testes com voluntários humanos, verificou-se que, ao escutar a sonata K448 para dois pianos, o quociente de inteligência do grupo cresceu entre oito e nove pontos. Sobre a exclusividade da música de Mozart, e não de outros compositores, os médicos arriscam que as composições do austríaco trazem uma peculiar técnica de construção musical, baseada em temas circulares com intervalos fixos e variações moduladas do motivo principal.

CÉLULAS TUMORAIS EXPOSTAS À "QUINTA SINFONIA", DE BEETHOVEN, PERDERAM TAMANHO OU MORRERAM

Mesmo quem não costuma escutar música clássica já ouviu, numerosas vezes, o primeiro movimento da "Quinta Sinfonia" de Ludwig van Beethoven. O "pam-pam-pam-pam" que abre uma das mais famosas composições da História,

Descobriu-se agora, seria capaz de matar células tumorais - em testes de laboratório. Uma pesquisa do Programa de Oncobiologia da UFRJ expôs uma cultura de células MCF-7, ligadas ao câncer de mama, à meia hora da obra. Um em cada cinco delas morreu, numa experiência que abre um nova frente contra a doença, por meio de timbres e frequências.

A estratégia, que parece estranha à primeira vista, busca encontrar formas mais eficientes e menos tóxicas de combater o câncer: em vez de radioterapia, um dia seria possível pensar no uso de frequências sonoras. O estudo inovou ao usar a musicoterapia fora do tratamento de distúrbios emocionais.

- Esta terapia costuma ser adotada em doenças ligadas a problemas psicológicos, situações que envolvam um componente emocional. Mostramos que, além disso, a música produz um efeito direto sobre as células do nosso organismo - ressalta Márcia Capella, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, coordenadora do estudo.




Como as MCF-7 duplicam-se a cada 30 horas, Márcia esperou dois dias entre a sessão musical e o teste dos seus efeitos. Neste prazo, 20% da amostragem morreu. Entre as células sobreviventes, muitas perderam tamanho e granulosidade.

O resultado da pesquisa é enigmático até mesmo para Márcia. A composição "Atmosphères", do húngaro György Ligeti, provocou efeitos semelhantes àqueles registrados com Beethoven. Mas a "Sonata para 2 pianos em ré maior", de Wolfgang Amadeus Mozart, uma das mais populares em musicoterapia, não teve efeito.

- Foi estranho, porque esta sonata provoca algo conhecido como o "efeito Mozart", um aumento temporário do raciocínio espaço-temporal - pondera a pesquisadora. - Mas ficamos felizes com o resultado. Acreditávamos que as sinfonias provocariam apenas alterações metabólicas, não a morte de células cancerígenas.

"Atmosphères", diferentemente da "Quinta Sinfonia", é uma composição contemporânea, caracterizada pela ausência de uma linha melódica. Por que, então, duas músicas tão diferentes provocaram o mesmo efeito?

Aliada a uma equipe que inclui um professor da Escola de Música Villa-Lobos, Márcia, agora, procura esta resposta dividindo as músicas em partes. Pode ser que o efeito tenha vindo não do conjunto da obra, mas especificamente de um ritmo, um timbre ou intensidade.

Em abril, exposição a samba e funk

Quando conseguir identificar o que matou as células, o passo seguinte será a construção de uma sequência sonora especial para o tratamento de tumores. O caminho até esta melodia passará por outros gêneros musicais. A partir do mês que vem, os pesquisadores testarão o efeito do samba e do funk sobre as células tumorais.

- Ainda não sabemos que música e qual compositor vamos usar. A quantidade de combinações sonoras que podemos estudar é imensa - diz a pesquisadora.

Outra via de pesquisa é investigar se as sinfonias provocaram outro tipo de efeito no organismo. Por enquanto, apenas células renais e tumorais foram expostas à música. Só no segundo grupo foi registrada alguma alteração.

A pesquisa também possibilitou uma conclusão alheia às culturas de células. Como ficou provado que o efeito das músicas extrapola o componente emocional, é possível que haja uma diferença entre ouví-la com som ambiente ou fone de ouvido.

- Os resultados parciais sugerem que, com o fone de ouvido, estamos nos beneficiando dos efeitos emocionais e desprezando as consequências diretas, como estas observadas com o experimento - revela Márcia.

Fonte: O Globo - Renato Grandelle